A minha vida segue ao "som do silêncio". Silêncio que "fala" mais que quaisquer palavras. Silêncio que habita sem pedir licença, que chega e toma de conta da situação. As emoções já não são as mesmas, as atitudes já não têm a mesma espontaneidade.
É a vida à procura da sua direção, sem que pareça desnorteada.
É assim, também, que a dúvida tem se manifestado. Sempre querendo ser o centro das atenções, querendo ter o papel principal. Confesso que, por vezes, ela tem conseguido. Com seu brilho, tem sido a estrela da vez.
Um fato (mais de um, para ser exato), que produz uma dúvida, que causa o silêncio, e este não vem desacompanhado. Ao seu lado, o medo. Medo do absurdo; medo das consequências; medo da ausência - ou da presença - de atitude.
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Confesso (Ana Carolina)
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
quarta-feira, 14 de maio de 2008
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3 comentários:
Nossa, amiga, adoro essa música da Ana Carolina.
E eu bem que venho lhe achando meio escondida e "em silêncio" estes dias... O que estará acontecendo, hein?
Borboleta em metamorfose?
Para se encontrar não há nada melhor do que ficar exatamente onde está. Se a gente for longe, corre o risco de se perder de vez e se encontrar fica bem mais difícil...
Tempo de silêncio! Estamos juntas amiga! ;)
Gostosa, essa cumplicidade. Com jeito de elo. Digo, aqui, neste espaço dedicado ao parecer de cada um.
Legal mesmo. Vou ficar freguês!!!
Sou suspeito pra falar de Ana Carolina, no dia em que a vi pela primeira vez, na TV, com a perna no gesso, ela cantou uma música que bateu bem em cima da minha dor de cotovelo. Era domingo.
No outro dia comprei o CD e quase o arrebentei de tanto tocar.
Morava em Brasília (DF), num quarto e sala, solitário, amando desesperadamente, com o coração se despedaçando.
Mas foi bom. Tanto que passou, e eu sobrevivi...
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