quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Um dia as coisas mudam de lugar

"Você é estranha."

Me falaram isso esta semana. Ontem.
Estou pensando a respeito até agora.
Eu pensei que era uma falsa impressão minha. É mais que isso.

Se eu não gosto, não disfarço. Certamente, porque não sei fazer isso.
Se não me agrada, sou sincera. Para que fingir?
Se não está me fazendo bem, eu me isolo. Para que sofrer?

Hoje eu quero.
Amanhã não sei se devo.
Não que eu não seja confiável.
Talvez não mereça o valor que eu lhe atribuí.

Indecisão
.
.
Silêncio
.
Dúvida
.
Silêncio
.
.
Silêncio
.
.
Silêncio
.
.
.

A verdade é que às vezes não é fácil.
E por que seria?

Quando a gente se pergunta por que não deu certo, naquele momento não há uma resposta convincente.
Hoje é possível enxergar como aquelas experiências contribuíram para o que nós nos tornamos.

Sei que vou de encontro a muitos pensamentos.
Mas, eu continuo agindo da mesma forma, evitando.
Embora não saiba ainda se estou me poupando ou me privando.

2 comentários:

Sandra Costa disse...

Poupando e privando.
E assim seja.
Do jeito que você quiser.
Porque eu também já estou de saco cheio das pessoas que me cobram.

Deise Anne disse...

Viva os estranhos,
os que não se adaptam e nem se vendem.
Viva os que são apaixonados por seus ideais e que desconfiam que exite algo além do horizonte.
Ainda bem que você é assim, se não fosse, eu não teria te encontrado.

Não demore, amiga!
Você faz falta!!!

Beijos.